Jessica Marise tem 32 anos, é pedagoga e educadora bilíngue há mais de 10 anos. Especialista na abordagem CLIL (em português, Aprendizagem Integrada de Conteúdo e Linguagem) e guia Montessori de 3 a 6 anos, ela é responsável pela direção pedagógica da Montessori Tree House, primeira escola montessortiana bilingue de Rio das Ostras-RJ. Confira!
“Meu primeiro contato com Montessori foi em uma escola canadense em 2015, quando fui presenteada com o livro ´Mente Absorvente´. Desde então comecei a ler a respeito e a praticar Montessori no meu dia-a-dia como educadora infantil.
O que mais me atrai em Montessori é como as crianças amam manipular os materiais e nunca se cansam de aprender, diferentemente do método tradicional.
Em 2020 perdi meu emprego e comecei a atender em domicílio. Sempre usando materiais Montessori e preparando ambientes. Em 2023 tive a oportunidade de ter uma sala Montessori dentro de uma escola tradicional e obtive vários resultados. A sala de atendimentos se destacou na cidade e um ex-aluno e empresário quis levar a ideia além. Em uma conversa informal, conhecendo mais de Montessori, nós decidimos encarar o desafio de fazer um escola.
Montessori impacta minha vida como mulher, mãe, educadora e defensora da infância e das mulheres. Eu sou uma mulher autista e superdotada e a forma carinhosa que Montessori sempre olhou para crianças atípicas é o conforto que tenho de que crianças como eu fui, não passarão pelas frustrações do sistema tradicional.
Como mãe, vejo minha vida simplificada pela relação de afeto e carinho com meu filho, e que não se resume apenas em cuidados. Maria Montessori sempre lutou pelo direito das mulheres e das crianças. Não apenas com palavras, mas com atitudes. Empregou e instruiu centenas de mulheres que puderam ter sua independência financeira, criou um método que acolhe todas as crianças e as dá a oportunidade de se desenvolver plenamente. Sigo seus passos fazendo o mesmo pelas mulheres e crianças ao meu redor: empoderando-as para que sejam instrumentos da paz no futuro.
Os desafios de viver Montessori nesse século está na rigidez cognitiva da maior parte da população, consumida pelo capitalismo tardio. Pessoas que só enxergam notas e papéis, estão ocupadas demais para seus filhos, mas demasiadamente livres para compará-los e cobrá-los injustamente neste mundo em crise e que pede socorro. A nossa maior recompensa são as crianças que guiamos para a paz se tornando adultos que fazem a diferença no mundo como líderes, empreendedores, artistas, políticos e cidadãos. Cada um atuando em prol do outro.´´
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