A psicóloga Flávia Cecília, de Carapicuíba-SP, conheceu o Método Montessori na leitura de um livro. Não teve dúvidas de que ia utilizá-lo em casa, na educação da pequena Laura, de … meses, sua primeira filha. Aos 44 anos, resolveu criar em casa um ambiente propício para esta jornada, começando pelo quarto. Confira!

A gente vive num mundo em que as pessoas são orientadas para serem robôs na sociedade e acredito que precisamos de seres humanos mais integrais, holísticos… com a visão de mais saúde mental ou psicológica. E eu vejo esta possibilidade em Montessori, de criar um ser humano que pensa que interage e consegue desenvolver uma comunicação não violenta. É o que eu sinto.

A experiência de levar o Montessori até minha filha Laura através do projeto do seu quarto tem sido muito interessante por que tem me colocado na perspectiva dela. Como ela enxerga o mundo e as coisas. O que ela vai ver, me tirando um pouco da visão alta do adulto e me proporcionando uma visão mais baixa, em relação à altura da criança mesmo. O que ela precisa ver, o que ela precisa entender e como ela precisa participar das tarefas da casa. O aprendizado está neste processo da casa em si, seu desenho e seu funcionamento. Ela vai aprender com isso, o que eu acho bem interessante. Eu estou convencida de que vou usar o Método Montessori na educação dela. Não sei o quanto eu vou conseguir, mas minha ideia é me esforçar e usar tudo isso na minha forma de agir com ela e educá-la.

Pode ser que eu faça algum curso e me aprofundar, embora não tenha sido o que eu pensei em fazer. Minha ideia inicial era pesquisar e ler muito sobre o método e matriculá-la em uma escola montessoriana. Mas não é uma porta fechada. Quem sabe?

E pretendo, com o tempo, ir arrumando algumas coisas da casa para ela. Um cantinho na casa com estas facilidades. Já não tenho muitas coisas em casa e nem pretendo ter, para que ela tenha espaço. Quero que ela possa brincar muito mais com a criatividade. Moro numa casa e imagino ela pegando pedrinhas e montando algumas coisas, em vez de vê-la rodeada de bonecas de plástico.  Acho que o Método Montessori estimula muito isso.

Paulo Prudente, reportagem e texto.